quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Villavicencio


Finalmente cheguei a Villacicencio, a cidadezinha que fica morro abaixo (os Andes) desde Bogota. Aqui o clima e totalmente diferente, super tropical, varias arvores, calor, praticamente so casinhas na cidade (um predio baixinho ou outro). Pra completar o pacote, os engenheiros da base sao super gente fina! Acho que pelo fato de aqui morarmos todos no mesmo conjunto (e que condomino!), a galera e muito mais unida, sempre saem pra comer, jantar, e rimos um bocado. Ao contrario de Bogota, ha muitos trabalhos, parece que as empresas daqui deixaram pra gastar tudo no fim do ano! Estou no pe da minha chefe pra me enviar a poco amanha mesmo!

Aqui temos uma regra muito interessante: quem chegar por ultimo na base paga uma rodade de cafe (ou o que seja) pros outros engenheiros do Juan Valdez, o que as vezes chega a uns R$100! Mas pra compensar tudo aqui e super barato, os taxis custam no maximo R$5 ate o trabalho, o almoco tambem e por ai... O condomino e as casonas onde a gente mora merecem um capitulo a parte... Amanha vou ver se madrugo pra aproveitar a piscina antes do trabalho! Isso sem contar a jacuzzi no quintal de casa ou as quadras de tenis e futebol que provavelmente nao devo nunca usar :P

domingo, 9 de dezembro de 2012

De volta a Bogotá


Como na base onde eu trabalho a maioria dos trabalhos é em locações remotas ou exigem mais experiência, meu chefe aproveitou e me botou pra fazer todos os cursos possíveis e imagináveis. Nem todos são trânqüilos, sempre rola uma avaliação no final. Essa semana fiz um no governo colombiano de autorização para trabalhar com fontes radioativas. Dizem que entre 60-70% dos engenheiros que fazem não passam, o resultado deve sair no final da próxima semana. Outro complicado foi um da Ecopetrol, que a gerente de Saúde, Segurança e Meio-Ambiente da minha empresa foi fazer comigo. O instrutor resolveu nos passou então a prova mais difícil, e em 15 questões, precisa-se ao menos 13 certas. Tivemos muitas discrepâncias, então ou passou ela (que sempre faz um auê quando algum engenheiro reprovava esse exame) ou passou eu, amanhã saberemos...

Provas feitas, agora só resta esperar os resultados. Pra eu ganhar mais experiência e ir a mais trabalhos, o meu chefe resolveu me 'emprestar' para outra base, Villavicencio, uma cidadezinha 4h de carro de Bogotá. Já falei com o gerente da nova base, me ajudou com os trâmites e tudo, vôo para lá nessa segunda-feira de manhã. Ouvi boatos que as casas de lá são super maneiras, tem até piscina! Conheço pelo menos uns 3 ou 4 engenheiros dessa base, super gente fina, que passaram por Bogotá. Devo passar uns 2 meses por lá. Deixei a minha bicicleta no trabalho, e ficaram de enviar assim que tiver um caminhão descendo a serra.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Uma semana no Rio


Como eu cheguei em Bogotá uma semana antes da outra trainee, meu chefe me deu uma semana de descanso. Aproveitei para comprar as passagens bem pro aniversário de 90 anos da minha bisavó, quando meus tios e primo que também moram fora do país estariam no Rio. Vieram parentes e amigos de todo canto que não víamos há muito tempo, passamos fotos antigas e recentes com a vó num projetor, tia Marceli fez um discurso super bonito, mas com certeza o sorriso radiante de felicidade da aniversariante foi a melhor parte da festa. No dia seguinte foi o mês-versário da minha prima (do lado da família do meu pai), que até então eu não conhecia. Depois ainda teve churrasco com família, praia, bicicleta...

Ainda tive tempo de ir ao meu lugar favorito na cidade: a cachoeira do Horto! Deixamos meu primo de 12 anos ir na frente 'descobrindo' o caminho, que se amarrou em passar pelas pedras, se agarrar nas raízes e tudo o mais. No último dia, meio que por coincidência, almocei com boa parte da família num galeto perto de casa que eu não conhecia. De noite exploramos um restaurante árabe que tem na esquina de casa que sempre tive vontade conhecer. É mesmo uma portinha, mas bastante autêntico. Os donos são iraquianos, o cozinheiro, marroquino, a decoração é bastante oritente médio, inclusive contratam uma garota pra fazer a dança do ventre! Baterias devidamente recarregadas, me tocou vir de volta a Bogotá.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Conhecendo Bogotá


Depois de um bom tempo morando sozinho ou com gente que só vinha passar uma ou duas noites no apartamento (seja para fazer um curso ou só para pegar o próximo vôo), finalmente chegou uma garota a passar 1 mês. No início sempre rola um desconfio mútuo de como será a convivência, mas não podia esperar nada melhor. Como a Hazzel é mexicana e estava pela primeira vez na Colômbia, queria conhecer tudo na cidade! Durante a semana, fomos ao Maloka, um cinema aqui perto de casa onde a imagem é projetada numa sala oval em 180 graus, ou seja, da pra ver um filme totalmente 3D numa resolução impressionante sem óculos nem nada! Na sexta-feira tive a festa de despedida de dois engenheiros transferidos da nossa base, e depois ainda saímos com umas colegas da Hazzel na Zona T.

Final de semana aproveitamos pra explorar todo o centro de Bogotá: bairro da Candelária, museus, artesanatos, lembranças de viagens, e tudo mais. O museu do ouro tem muita coisa pra ver, apesar da maioria dos objetos feitos pelos índiozinhos colombianos serem opacos (não tem quase nada maciço), ainda assim é ouro pra caramba. Mas vi muito mais graça foi nos ojetos feitos de cerâmica ou madeira. Domingo subimos de teleférico o Monteserrate, uma montanhazinha que fica nos limites da cidade. Lá no topo tem uns restaurantes super chiques e uma igrejinha. Como era dia de peregrinação, estava lotado de gente por todos os lados. Lá em cima também tem umas lojas de souveniers bem baratas e comida de todo tipo (como os frangos da jacuzzi ao lado!). A vista da cidade é incrível, e valeu a pena descer caminhando, você vê a cidade de diversos ângulos. Depois demos uma passadinha no museu do Botero, aquele cara que pintava tudo e todos bastante inchados. É engraçado que as pinturas dele lembram mesmo a cara dos colombianos, às vezes da pra reconhecer um ou outro conhecido nos quadros dele, hehehe.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Em territorio indígena


Um dos poços de gás mais importantes da Colombia fica bem no meio de uma reserva indígena,junto com a Venezuela. São cerca de meio milhão de índios que podem passar livremente de um lado para o outro da fronteira, eles tem carros com placas especiais dos 2 paises, já dá pra ter uma ideia de tudo o que não acontece por aí... O mais notório é a gasolina, contrabandeada do pais vizinho (onde não custa quase nada) e vendida em galões a cada esquina nas cidades perto das fronteiras. Antes de ir pro trabalho tivemos um treinamento aqui em Bogotá pra entender mais sobre os índios, como se comportam, e o mais importante: evitar mal-entendidos a todo custo! Os wayuus seguem uma cultura bastante matriarcal, baseado que sempre se pode ter certeza de quem e a mãe, já o pai...

Estava empolgado com o fato de ir pro Caribe no meu primeiro trabalho, a praia não era lá essas coisas, mas foi bastante divertido. Para chegar no poço, só com escolta policial, era mesmo ao lado de uma laguna, mas estávamos proibidos de ir lá. O trabalho em si aconteceu sem grandes problemas, no último dia passeamos um pouco na cidade antes do nosso vôo e aproveitamos pra conhecer um pouco do artesanato indígena, supostamente muito mais barato que em Bogotá. A foto é de uma pequena iguana na calçada (não poço postar fotos do poço/plataforma!).

sábado, 27 de outubro de 2012

Vida em Bogota


Algo interessante aqui em Bogotá é que nos domingos e feriados fecham diversas ruas para carros e formam as chamadas 'ciclovias' das 7h da manhã às 2h da tarde. Aproveitei um desses feriados pra conhecer o centro da cidade de bicicleta, passei pelo bairro da candelária, muitas igrejas e casas antigas, tentei subir os Andes, mas morri no logo início do morro e voltei pra ciclovia. O bacana é que surgem vendedores de tudo pelo caminho, comprei um pedaço de melancia por menos de 50 centavos, provei um misto de frutas e ainda uma campainha pra bicicleta.

Sexta-feira é dia de futebol na empresa, e apesar das minhas conhecidas habilidades futebolísticas, resolvi participar. Enquanto estava no gol, tomei uma bolada na mão que ficou super inchada. Depois todos os engenheiros saíram pra jantar com o chefe (que me mandou ir ao médico) e emendamos num clube que ficava no último andar (45o) de um prédio no centro de Bogotá: muito legal ver todas as luzes da cidade. No dia seguinte eu iria mesmo ao médico, o problema é que tinha esquecido o passaporte na empresa, e nem a pau eu iria passar no exame do bafômetro que fazemos ao entrar(e ser pego nesse exame é uma falta gravíssima!).

No dia seguinte passei na empresa, finalmente peguei o meu passaporte, fiz alguns exames online e fiquei fazendo hora pro almoço. Fui num hospital aqui perto da minha casa, e depois da médica me atender e tudo, disse que eu estava na clínica errada (ela atendia só casos de vida ou morte), e me tocou esperar ser transferido pra outro hospital junto com toda a galera que se enganou. Passei por mais duas filas pra conseguir ser atendido, a médica disse que provavelmente eram bactérias e que isso poderia crescer muito, tomei uma injeção, me receitou antibióticos e descanso.

Resumo da ópera: nada de ir de bicicleta pro trabalho por uma semana! Tudo bem, voltei a ir e voltar de táxi, como fazia antes. O problema foi que quarta-feira o tempo estava ameaçando fechar, e depois de mais de 30 minutos chamando táxi e nada. Liguei pro pessoal da empresa que mora aqui perto e perguntei como eles iam pro trabalho. Apesar da passagem custar 1500 pesos, não sei como eles negociam o preço com o motorista e conseguem pagar só 1000. Sempre que vou sozinho pago os 1500, que ainda é muito mais barato que o táxi.

domingo, 14 de outubro de 2012

Pit-stop no Rio, e Colombia!


Foi uma semana de férias no Rio de Janeiro, mas que passou voando. Logo que notei, eu já estava de novo em Bogotá. Como era de se esperar que tudo acontece comigo, o motorista não tinha a chave do apartamento, nem sabia onde eu ia ficar, muito menos com quem conseguir a bendita chave. Depois de rodar Bogotá inteira e fazer mil telefonemas, consegui por fim me mudar para o novo endereço. Claro que ninguém trouxe as malas da outra habitação, mas isso é só detalhe. Aproveitei o tempo livre (raridade) antes de começar o trabalho pra comprar uma bicicleta e testar os melhores caminhos para ir pro trabalho.

Como já era de se esperar, os engenheiros mais antigos passam para os trainees tudo o que eles não querem fazer, e da-lhe calibração de ferramentas, que sempre tomam muito tempo! No meu primeiro dia, me colocaram num vôo com 2 operadores para uma cidadezinha perto da fronteira com a Venezuela calibrar duas ferramentas que estavam aí. Detalhe que eu só tinha visto isso uma vez na escola, e nenhum dos meus operadores tinham calibrado um AIT antes. Por sorte eu estava com o manual, mas mesmo assim quebramos muito a cabeça pra conseguir finalizar tudo antes das 8h, quando saía o nosso vôo pra Bogotá.

Virado, voltei a base só pra subir as calibrações, mas a gerente dos trainees me chama pra ouvir mais de 1h de blablablá. Logo depois do almoço parti para casa e só acordei no dia seguinte na hora de ir trabalhar. Surgiu um trabalho e o pessoal precisava que calibrassem algumas ferramentas (advinha pra quem sobrou?), dessa vez conseguimos acabar 4h e pouco da manhã e 5h já estava na minha caminha. 9h30 me ligam: precisam que calibre mais coisas! Pulo da cama e pego o primeiro táxi para a base. De tardinha meu chefe avisa que eu também iria pra esse trabalho, mas por fim descobriram que não tinha espaço no carro, e acabei ficando. Por fim consegui voltar pra casa um pouco antes das 23h.