quarta-feira, 13 de junho de 2012

Casa-trabalho

Meu primeiro dia de trabalho começou com uma reunião com os responsáveis por todas as operações e os engenheiros da base. Ao contrário do dia anterior, o celular do meu chefe não parava de tocar e ele mal tinha tempo de respirar. A Yully, que também vai para o curso na Rússia comigo me deu um tour pela base. Dei uma estudada pelo computador um pouco do básico e passei o resto do tempo na área de manutenção com os estagiários. Ali é feito o primeiro trabalho da oficina: limpar, lubrificar e testar os contatos das ferramentas que acabaram de chegar. Como eu não fiz um curso sei lá qual, o pessoal tá meio que receoso de me deixar carregar peso.

Saí junto com os estagiários, depois de quase 11h de trabalho no primeiro dia. O Ivan disse que tinha um trabalho importante e ia ficar até mais tarde. Já a Yully e a Selene iam para um poço e precisavam que tudo estivesse 100%. Uma vez em casa, fui a um shopping (ou centro comercial, como chamam por aqui) jantar alguma coisa e tentar tirar as fotos 3x4 para a imigração. Não achei nenhuma loja que tirasse, vou tentar descobrir com algum amigo colombiano onde posso conseguir isso. As fotos de hoje são do meu prédio, aqui é bem comum deixar os tijolos aparentes.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Primeiro dia de trabalho

Apesar de ser feriado nacional, meu chefe marcou uma primeira reunião comigo para mostrar a empresa e fazer uma introdução ao trabalho. Todo mundo que eu conheci na empresa era super gente fina, tinha bastante gente trabalhando para um dia teoricamente off. Falaram que tem uma brasileira muito simpática, também do Rio de Janeiro trabalhando na mesma base que eu. Mesmo sendo 'o cara' do local, o FSM gastou bastante tempo comigo, além da palestra de introdução, falou do local, mostrou as principais instalações e tudo. A base não é muito longe da minha casa, fica mesmo no centro da cidade, na rua dos outlets, acho que dista menos 4km, ou 10 reais de taxi.

O 'chefão' ainda levou eu, Ivan (meu companheiro de casa) e Selene (outra engenheira júnior) a um restaurante italiano super bacana numa das melhores zonas da cidade. Falou pra aproveitar, que este não era o trânsito normal da cidade, passou com a gente de carro no centro histórico, e nos deixou em casa. Aproveitei para comprar um número de celular colombiano e algumas coisas no supermercado (cesta de roupa suja e toalha, R$25 cada um), e dei umas nadadas na piscina aquecida do meu prédio, quem sabe essa semana ainda tenho tempo de passar na sauna? Amanhã combinei de dividir o táxi com a Selene, e meu plano é no futuro (depois do curso), comprar uma bicicleta velha e passar a ir pedalando ao trabalho, que não é longe.

domingo, 10 de junho de 2012

OFS 1

OFS 1 é o primeiro curso introdutório que fazemos na empresa. Poderia ser em qualquer lugar da América Latina, mas acabou que fui inscrito no Rio de Janeiro. Nosso grupo foi um dos maiores já realizados, 47 trainees. Das 7h da manhã às 7h da noite, tínhamos aulas sobre o básico do petróleo, dos nossos segmentos, da intranet da empresa, da nossa cultura, ética, história, dados importantes, etc. No primeiro dia, nos deram 5 capítulos para ler, missão cumprida numa noite mal dormida. No dia seguinte, nos deram mais 100 páginas em inglês para ler, mas como fui jantar com o pessoal no Rosas, acabei demorando um pouco de mais e sequer consegui ler metade. No dia seguinte, jantamos com os gerentes de cada segmento no Porcão da Barra, e o meu 'chefe' me deu um aperto de orelha por não estar mostrando a cidade pro pessoal, que não era tão importante estudar assim para esse curso. Dito e feito, não ficamos mais uma noite sequer enfurnados dentro do hotel! Quinta-feira trabalhamos duro na apresentação de grupo e sexta-feira fomos todos para Copacabana, de onde só voltamos 2h da manhã (outros, 6h! :-)

Descobri que farei 4/5 meses de curso na Sibéria, para onde viajo daqui a 2 semanas. Antes eu suspeitava que o pessoal do RH não ia muito com a minha cara, quando me enviaram 2 vezes pra São Paulo num vôo às 5h da madrugada, mas agora eu passei a ter certeza que é algo pessoal. Eu e outro brasileiro pegamos o mesmo vôo para o Panamá, ele foi de primeira classe, com aquelas cadeiras super acolchoadas, largas, comida especial, e me colocaram no último lugar da classe econômica, bem ao lado do banheiro... Não que me importe muito, afinal, já tinha passado uma semana sem dormir nada, e desmaiaria em qualquer lugar mesmo. Em Bogotá já me esperavam no aeroporto, e me trouxeram para o apartamento, um bairro bem bacana, vários hotéis, restaurantes perto, e o prédio tem piscina, academia, e tudo mais.

sábado, 19 de maio de 2012

Pra onde eu vou?

Pra quem ainda não percebeu, criei uma enquete aqui do lado pra descobrir a opinião dos leitores do blog sobre o meu próximo destino e como fazer as postagens bombarem de novo! Não que a opinião de vocês realmente conte alguma coisa, mas enfim, vale a ilusão... Às vezes aproveito os finais de semana pra explorar alguns locais de bicicleta com o meu pai, as fotos de hoje são da Rua Mundo Novo, entre Botafogo e Laranjeiras. Já vai fazer 6 meses que estou 'de férias' no Brasil, no início até que era divertido, encontrei com todo mundo, ia pra praia quase todo dia, mas como a galera já voltou a trabalhar e eu continuei à toa, tô mesmo é contando os dias pra viajar de novo. Em breve descobriremos pra onde (!).

Não sei se alguém ainda se lembra aquele concurso de aplicativos da prefeitura do Rio de Janeiro? Então, estou participando, agora com apps para Android, quem quiser testar ou mesmo só votar (dá pra fazer login via facebook!), seguem os links abaixo:

http://rioapps.com.br/#/galeria-apps/app/?/150
http://rioapps.com.br/#/galeria-apps/app/?/160
http://rioapps.com.br/#/galeria-apps/app/?/57

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Dinâmicas de grupo

Não sei se é por causa da crise ou o quê, mas sempre que posto sobre entrevistas de emprego, bombam comentários no blog rapidinho. Depois de toda dinâmica eu sempre faço uma avaliação do que deu certo e do que não funcionou tão bem assim. Nessa última de Macaé, além do óbvio (baixar e ler o relatório anual da empresa, pesquisar na internet e checar no glassdoor.com), também falei com vários amigos que já tinham feito o processo. Ajuda muito não chegar de surpresa.

Falaram que numa das atividades chegavam berrando e perguntava se estava todo mundo com os equipamentos de segurança, ao responder que sim, soltavam uma bronca que você não estava sendo nada responsável, pois um dos recrutadores mais afastado não estava usando capacete e é de sua responsabilidade a segurança de todos. Minha amiga disse que ela foi até o recrutador e pediu gentilmente que ele colocasse o capacete, acabou tomando uma bronca gigantesca na frente de todo mundo que não é pra solicitar o cumprimento de normas de segurança que nem uma florzinha.

Com tudo isso que os meus amigos me falaram, tentei sempre mostrar segurança, sendo bastante firme em tudo o que eu falava, mas acho que isso pode ter parecido arrogância e inflexibilidade. Comentei discretamente com os candidatos tudo o que eu sabia do processo, e acho que isso foi um ponto positivo, a galera era muito gente boa e todo mundo se ajudava no que dava. Como já tinha recebido a proposta da minha empresa e não pretendia trocá-la, o fato de não ter mostrado tanta motivação também deve ter pesado contra. Mas além da experiência toda em si - que eu aprendi bastante -, valeu a pena ter feito vários contatos, continuo falando com uma galera dessas dinâmicas via facebook.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Rio, estado da bicicleta

Segunda passada teve um café da manhã num hotel aqui em Copacabana com vários 'xerifes' do Estado e do município do Rio de Janeiro apresentando soluções para melhorar o transporte com bicicletas, bastante chapa branca, mas teve muita coisa legal. Devem lançar em breve uma ciclovia ligando a Praça Saens Peña à Praça XV e doar não sei quantas bikes na estação de trem de Queimados. O cônsul da Holanda no Rio falou de algumas iniciativas e do apoio a políticas públicas na cidade. Também falaram do World Bike Tour, um passeio ciclístico com inscrições de R$200 que incluiam capacete, camiseta e a própria bicicleta. Eu fui convidado por causa do mapa que fizemos na Transporte Ativo, que mostra bicicletários, pontos de aluguel, oficinas, ciclovias, entre outros, mas nossa apresentação acabou cortada.

Aproveitei pra trocar contatos com uma galera super gente fina e me inscrevi em algumas listas de e-mails. Descobri por exemplo que haviam sobrado vagas pro passeio de domingo e estavam vendendo as últimas bicicletas. Corri e comprei uma incrição para mim e para o meu pai. Pelo preço que pagamos, as bicicletas valeram muito a pena! A cidade também saiu ganhando, afinal, vieram mais 6 mil bicicletas para as ruas. Talvez um pouco menos, pois eram incontáveis os paulistas que estavam amarrando as bikes no carro e levando tudo pra Sampa... Como eu já tenho uma bicicleta, passei a que eu ganhei pro meu primo, que agora está trabalhando mais perto de casa e acho que precisava de um empurrãozinho pra largar essa dependência dos ônibus.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Em território Inimigo II

Voltamos pro hotel, todo mundo ainda com os berros dos recrutadores na cabeça ('Por que você não tá fazendo nada? Mas você não é engenheiro elétrico, e como é que não sabe mexer com isso?? É pra ontem, PORRA!!!'). Fomos divididos e recebemos um case de 5 páginas em inglês e um papel para cada membro do grupo: gerente de RH, chefe de finanças, especialista em segurança, etc. Era um caso real de uma situação bem complicada: 2 engenheiros sêniores brigaram na plataforma pela cama de baixo da beliche e um deu uma martelada no outro; claro que a operadora da sonda exigiu que os dois saíssem imediatamente e realocassem outra pessoa, só que o único cara disponível da empresa estava virado de outro trabalho e com férias planejadas há tempos, e uma outra engenheira estava fora do país e levaria 2 dias para chegar.

Depois de ler o caso e discutir uma solução com o grupo, fomos chamados para entrar na sala, onde os recrutadores simulavam os clientes. Apresentamos o caso, tudo em inglês, ressaltamos que isso nunca aconteceu antes na história da empresa, estávamos tomando medidas para punir os brigões e alterar o treinamento para embarcar. Enviaríamos o cara virado, mas contando que ele pudesse descansar 6h na plataforma antes de começar, por questões de segurança já que é um trabalho que exige muita atenção. Claro que não esperávamos ser tratados com muita simpatia, mas nos cortaram no meio das nossas falas, nos chamando de incompetentes, que não sabíamos o que estávamos fazendo, não deveriam nunca ter nos contratado, que isso não era solução porcaria nenhuma, que eles precisavam de um cara agora, não iam pagar pra ninguém ficar dormindo, era dinheiro deles e problema nosso! Tentei retrucar que simplesmente não tinha mais ninguém da empresa disponível que soubesse fazer o trabalho, mas fui interrompido novamente por um dos recrutadores que bateu forte com a mão fechada na mesa e soltou um bocado de palavrões que isso era inaceitável, e blablabla. Final das contas: sugeriram a gente pagar uma multa de 12h de perfuração (cerca de meio milhão de dólares), e eu (chefe de finanças) topei na mesma hora sem consultar o resto do grupo, que no final também concordou.

Todas as apresentações foram parecidas, descascavam em cima de todo mundo independente do que fizessem. Finalmente fomos todos comer, já morrendo de fome. Depois do longo jantar, a surpresa: tínhamos que ler um artigo de 12 páginas com letras miúdas em inglês e montar uma apresentação e como vamos relatar a experiência para às 6h do dia seguinte. Tirei xerox do artigo pro meu grupo na recepção do hotel e nos juntamos para montar os slides no meu quarto. A última pessoa saiu do meu quarto às 4h50 e eu acordei às 5h15 pra tomar banho e me preparar. Como via de regra, todas as apresentações eram em inglês e assistimos de todo mundo. Depois do almoço rolaram as entrevistas induviduais e só umas 18h é que fomos liberados. Se não contar os 20 min que cochilei de madrugada, dá umas 40h acordado direto, cheio de estresse! Como eu disse, nada como passar 2 dias trânqüilos num hotel cheio de estrelas de frente para a melhor praia de Macaé :-)